Inspiração
Jardim vertical: a natureza dentro de casa
Uma maneira diferenciada de trazer a natureza para dentro do projeto, os vasos de plantas agora dividem a atenção com os jardins verticais

A intensidade da rotina urbana diminui e, muitas vezes, não permite que tenhamos um contato tão próximo com a natureza. O verde deu espaço ao concreto, e essa transição pode trazer melancolia ao nosso cotidiano. Para remediar isso, os jardins verticais ganham espaço na arquitetura residencial e comercial. A forte presença desse artifício traz leveza para o nosso comportamento cosmopolita diário.

Projeto de Sarah e Dalira para o Anuário de Arquitetura e Design da Serra Gaúcha 2019. Foto: Guilherme Jordani
Também chamado de urban jungle, o jardim vertical aproxima os moradores (ou clientes e proprietários, no caso de ambientes comerciais) da calma da natureza, o que proporciona uma sensação de suavidade e bem-estar. Além de embelezar o ambiente, essa intervenção paisagística melhora a qualidade do ar, climatiza o local, aumenta a umidade e pode até atuar como uma barreira contra ruídos de baixa frequência, atenuando a cacofonia do dia a dia. Além disso, em projetos residenciais, os jardins verticais podem auxiliar para integrar ambientes internos e externos, dependendo de sua aplicação.

Neste caso, o jardim vertical remete ao verde da vista da janela, criando uma linguagem visual parcialmente integrada, em meio a um projeto que prioriza tons neutros de mobiliário. Projeto de Isabel Macedo e Alexandre Grivicich para o Anuário ARQ de Arquitetura e Decoração do Rio Grande do Sul 2019. Foto: Renan Costantin
O que é um jardim vertical?
Arranjadas verticalmente, as plantas criam um painel com a ajuda de uma estrutura especial de suporte. Esse tipo de paisagismo pode ser utilizado nas mais diversas dimensões de espaços, e esse é uma das principais vantagens de suas aplicações. Para a implementação correta, é fundamental que haja a avaliação do local, levando em consideração o clima e a exposição à iluminação – dessas informações depende a escolha das plantas que serão cultivadas. Algumas adaptam-se melhor a áreas com exposição direta ao sol, enquanto outras podem ser cultivadas a meia-sombra, ou em ambientes internos: para saber quais espécies são ideias para cada aplicação, consulte um arquiteto ou paisagista.

Projeto de Andreia Benini para o Anuário de Arquitetura e Design da Serra Gaúcha 2019. Foto: Guilherme Jordani
Cuidados necessários
Para que durem por mais tempo, as plantas precisam de cuidados que dependem das características de manejo da espécie escolhida. Primeiramente, é preciso irrigá-las periodicamente: uma dica interessante – coloque o dedo no vaso para perceber se o solo está seco ou muito encharcado, sendo que o ideal é sempre o meio termo.
Para jardins maiores, vale pesquisar por sistemas de irrigação mais complexos no qual a água é distribuída de forma automatizada e periodicamente. Outro ponto importante para a manutenção do jardim vertical é a adubação – isto significa manter o solo rico em nutrientes para que as plantas possam crescer saudáveis.
Em floriculturas, é possível encontrar nutrientes prontos, em que basta misturar à água e borrifar nas plantas. Lá, se encontra também substratos que já possuem adubo na composição.
Por final, a poda é imprescindível, já que é importante eliminar folhas secas e galhos, para que os ramos saudáveis possam crescer livremente. A aplicação de todas essas estratégias de manejo auxiliam para que o jardim possa se manter sempre verde e cheio de vida.